8:12pm
"A gente nunca sabe se vai durar uma noite ou uma vida toda."
— Gabito Nunes
(via youfound-me)
7:58pm
"Não acredito em nenhum homem, porque infelizmente tenho muitos amigos e pra piorar, nasci espertinha."
— Tati Bernardi.
(via t-a-q-u-i-c-a-r-d-i-a)
7:56pm
"Como se fossemos Caio Fernando Abreu e Cazuza. Unidos pelas palavras e separados pelo tempo, pela indagação de dor cessante. Dois escritores carregados de dor, magoas, sangue, lágrimas e amor. Dois literários. Um único amor e uma única dor, a dor do amor que corroeu cada um do seu pior jeito, cada um de sua maneira mais devastadora.
Cazuza era enlouquecido, subia nos palcos e mostrava que a dor o fazia sangrar. Cantava com voz de quem quer algo de volta, ou de quem pegou raiva do amor, de tanto que sofreu, de tanto que desgastou. Você na minha história de amor é Cazuza, inconseqüente, sempre cantando o seu exagero, sempre gritando sobre aquilo que o amor causou em você. Mas Cazuza era melhor que você, ele sabia assumir que ama, ele era alguém que mostrava nas palavras a dor que sentia por um romance que tinha tudo ou nada para dar certo ter chegado a um fim que não foi programado.
Caio Fernando, não subiu nos palcos para gritar que amava. Usou de sua literatura para gritar. Ele amou Cazuza. Ele trazia em suas palavras toda a ternura de quem ama, todo o cuidado, mesmo que imposto inadequadamente. Mostrou que o amor é mais do que clichês narrados em livros de contos de fadas, mostrou que história de amor podem sim, ser contadas no subúrbio do rio de janeiro; que histórias de amor podem sim ser narradas com um quê de obscuridade, e até mesmo com a ausência de um amor. Então de nossa história, seria eu Caio Fernando Abreu? Talvez, porém com menos talento e quem sabe um pouco mais de dor, um pouco menos de você.
Tinham um amor formado de poesia, formado de olhos incansáveis e ouvidos que não paravam se quer um segundo. O amor do talentoso escritor e do excepcional compositor foi diferente em quase tudo do nosso amor. Foi diferente porque os dois sentiam, talvez um mais que o outro; foi diferente em tudo, porque nesse nosso amor que quase parece ódio, as ofensas nunca foram poéticas e você, ah você, nunca compôs se quer uma linha, enquanto eu me matei escrevendo poesias e crônicas e textos e possíveis histórias daquilo que um dia poderíamos ter sido. Porque o que na verdade fomos? Fomos algo que coincidiu como vemos nesse filmes? Um belo dia, eles se esbarram e as mãos se encontram e daí surge o amor? E daí depois de duas semanas planejamos o casamento e somos felizes para sempre, mesmo que seja apenas durante aquelas duas horas de duração? Quem fomos nessa nossa história de amor?
O clichê fugiu a regra e falar que ele fugiu me torna ainda mais clichê. Não gosto de gaivotas voando, e muito menos do clima bucólico que todas as manhãs insistem ter. Eles se amaram, mas eles conseguiram se dar melhor do que nós. Eles conseguiram driblar a dor, conseguiram enfrentar um batalhão de duvidas sobre o passado que se resumia aos dois. E nós? E você? E eu? Será que nós conseguimos lidar com o fim e com as duvidas de um passado que agora é incerto? Talvez se eu tivesse conseguido, não estaria agora, tateando um teclado que muitas vezes sentiu o peso de minha mão, de minha dor. Talvez se você tivesse conseguido, não estaria fugindo de minhas perguntas como agora foge.
Sempre fui exagerado, talvez esse seja o meu lado Cazuza, eu fui exagerado jogado aos seus pés, sem temer o que poderia acontecer, e olha só o que aconteceu, aconteceu aquilo que ninguém que ama gosta de saber que aconteceu. Aconteceu o inesperado que é sempre esperado e temido. Aconteceu de irmos a direções opostas, e aconteceu também do passado ficar incerto todas as noites antes de dormir, e todas as manhãs antes de pisar o chão que se dissolve de pouquinho em pouquinho. Porque todas as vezes que eu fecho os meus olhos, milhões de sorrisos seus iluminam a escuridão; porque toda vez em que abro meus olhos, vejo que você se foi.
Ele escreveu coisas jamais vistas. Caio Fernando Abreu, não foi o escritor que teve mais prêmios, mas foi talvez aquele que tenha feito um entendimento diferente do amor.
Não sei mais se somos parecidos com eles, porque não tivemos uma doença incurável, ou talvez tenhamos uma doença, que não é doença e que, porém, é incurável. Ambos tinham AIDS. Mas nós, por sorte e por termos tido prevenção de um novo século que deu educação escolar nas escolas, temos apenas saudade. Saudade dos dias de brigas por coisas estúpidas; saudade de quando você se reconciliava comigo. Cazuza e Caio também tinham suas brigas, mas nenhum outro casal ganha de nós dois, somos capazes de brigar até pelo silêncio que o outro faz. E ainda assim, se eles estivessem vivos, talvez estivessem como nós agora estamos, talvez um deles estaria escrevendo sobre a perda ou o abandono ou qualquer coisa triste que um casal pode sofrer. Talvez um deles estaria cantando que não consegue mais ficar sem e que quando não estão juntos é como se a piscina estivesse cheia de ratos e as idéias não estivessem correspondendo os fatos.
Mas não somos eles, somos nós, ou éramos nós, agora tudo me parece confuso e incerto. Nosso amor não é o amor deles. Minha escrita não é a escrita do Caio Fernando. Porque nosso amor não é de rock star, nosso amor não é rock and roll. Nosso amor é apenas nosso. E o deles, foi apenas deles. Cazuza cantava, Caio Fernando escrevia. Eles se amaram, e nós? Nós nos amamos? Você é quem? Eu sou quem? Talvez não seja como se fossemos eles, porque talvez nunca tenha existido uma coisa que entre eles existiu, talvez não tenha existido um amor que seja além do papel, com a voz melancólica. Talvez não somos como eles, porque você e eu fomos tão ruins nessa história de amar, que nunca conseguimos ter um amor literário; um amor apaixonado; um amor que tem entrega; um amor que acompanha nos dias fúnebres e alegres. Talvez não tenhamos tido um amor como Cazuza e Caio Fernando Abreu. Talvez não tenhamos tido a sorte que eles tiveram.
Eles eram artistas, poetas. Eles amavam e sabiam amar. Eles se ensinavam sobre o amor. E você o que me ensinara? E eu o que tentei te ensinar? Cazuza… Caio Fernando Abreu, maiores que sua arte, melhores no amor."
Cazuza era enlouquecido, subia nos palcos e mostrava que a dor o fazia sangrar. Cantava com voz de quem quer algo de volta, ou de quem pegou raiva do amor, de tanto que sofreu, de tanto que desgastou. Você na minha história de amor é Cazuza, inconseqüente, sempre cantando o seu exagero, sempre gritando sobre aquilo que o amor causou em você. Mas Cazuza era melhor que você, ele sabia assumir que ama, ele era alguém que mostrava nas palavras a dor que sentia por um romance que tinha tudo ou nada para dar certo ter chegado a um fim que não foi programado.
Caio Fernando, não subiu nos palcos para gritar que amava. Usou de sua literatura para gritar. Ele amou Cazuza. Ele trazia em suas palavras toda a ternura de quem ama, todo o cuidado, mesmo que imposto inadequadamente. Mostrou que o amor é mais do que clichês narrados em livros de contos de fadas, mostrou que história de amor podem sim, ser contadas no subúrbio do rio de janeiro; que histórias de amor podem sim ser narradas com um quê de obscuridade, e até mesmo com a ausência de um amor. Então de nossa história, seria eu Caio Fernando Abreu? Talvez, porém com menos talento e quem sabe um pouco mais de dor, um pouco menos de você.
Tinham um amor formado de poesia, formado de olhos incansáveis e ouvidos que não paravam se quer um segundo. O amor do talentoso escritor e do excepcional compositor foi diferente em quase tudo do nosso amor. Foi diferente porque os dois sentiam, talvez um mais que o outro; foi diferente em tudo, porque nesse nosso amor que quase parece ódio, as ofensas nunca foram poéticas e você, ah você, nunca compôs se quer uma linha, enquanto eu me matei escrevendo poesias e crônicas e textos e possíveis histórias daquilo que um dia poderíamos ter sido. Porque o que na verdade fomos? Fomos algo que coincidiu como vemos nesse filmes? Um belo dia, eles se esbarram e as mãos se encontram e daí surge o amor? E daí depois de duas semanas planejamos o casamento e somos felizes para sempre, mesmo que seja apenas durante aquelas duas horas de duração? Quem fomos nessa nossa história de amor?
O clichê fugiu a regra e falar que ele fugiu me torna ainda mais clichê. Não gosto de gaivotas voando, e muito menos do clima bucólico que todas as manhãs insistem ter. Eles se amaram, mas eles conseguiram se dar melhor do que nós. Eles conseguiram driblar a dor, conseguiram enfrentar um batalhão de duvidas sobre o passado que se resumia aos dois. E nós? E você? E eu? Será que nós conseguimos lidar com o fim e com as duvidas de um passado que agora é incerto? Talvez se eu tivesse conseguido, não estaria agora, tateando um teclado que muitas vezes sentiu o peso de minha mão, de minha dor. Talvez se você tivesse conseguido, não estaria fugindo de minhas perguntas como agora foge.
Sempre fui exagerado, talvez esse seja o meu lado Cazuza, eu fui exagerado jogado aos seus pés, sem temer o que poderia acontecer, e olha só o que aconteceu, aconteceu aquilo que ninguém que ama gosta de saber que aconteceu. Aconteceu o inesperado que é sempre esperado e temido. Aconteceu de irmos a direções opostas, e aconteceu também do passado ficar incerto todas as noites antes de dormir, e todas as manhãs antes de pisar o chão que se dissolve de pouquinho em pouquinho. Porque todas as vezes que eu fecho os meus olhos, milhões de sorrisos seus iluminam a escuridão; porque toda vez em que abro meus olhos, vejo que você se foi.
Ele escreveu coisas jamais vistas. Caio Fernando Abreu, não foi o escritor que teve mais prêmios, mas foi talvez aquele que tenha feito um entendimento diferente do amor.
Não sei mais se somos parecidos com eles, porque não tivemos uma doença incurável, ou talvez tenhamos uma doença, que não é doença e que, porém, é incurável. Ambos tinham AIDS. Mas nós, por sorte e por termos tido prevenção de um novo século que deu educação escolar nas escolas, temos apenas saudade. Saudade dos dias de brigas por coisas estúpidas; saudade de quando você se reconciliava comigo. Cazuza e Caio também tinham suas brigas, mas nenhum outro casal ganha de nós dois, somos capazes de brigar até pelo silêncio que o outro faz. E ainda assim, se eles estivessem vivos, talvez estivessem como nós agora estamos, talvez um deles estaria escrevendo sobre a perda ou o abandono ou qualquer coisa triste que um casal pode sofrer. Talvez um deles estaria cantando que não consegue mais ficar sem e que quando não estão juntos é como se a piscina estivesse cheia de ratos e as idéias não estivessem correspondendo os fatos.
Mas não somos eles, somos nós, ou éramos nós, agora tudo me parece confuso e incerto. Nosso amor não é o amor deles. Minha escrita não é a escrita do Caio Fernando. Porque nosso amor não é de rock star, nosso amor não é rock and roll. Nosso amor é apenas nosso. E o deles, foi apenas deles. Cazuza cantava, Caio Fernando escrevia. Eles se amaram, e nós? Nós nos amamos? Você é quem? Eu sou quem? Talvez não seja como se fossemos eles, porque talvez nunca tenha existido uma coisa que entre eles existiu, talvez não tenha existido um amor que seja além do papel, com a voz melancólica. Talvez não somos como eles, porque você e eu fomos tão ruins nessa história de amar, que nunca conseguimos ter um amor literário; um amor apaixonado; um amor que tem entrega; um amor que acompanha nos dias fúnebres e alegres. Talvez não tenhamos tido um amor como Cazuza e Caio Fernando Abreu. Talvez não tenhamos tido a sorte que eles tiveram.
Eles eram artistas, poetas. Eles amavam e sabiam amar. Eles se ensinavam sobre o amor. E você o que me ensinara? E eu o que tentei te ensinar? Cazuza… Caio Fernando Abreu, maiores que sua arte, melhores no amor."
— Amor literal — Lucas Rodrigues,LR.
(via aluguefelicidade)
7:52pm
"É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio."
— Martha Medeiros.
(via g-a-u-c-h-e)
7:48pm
"Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa."
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa."
— Chico Buarque
(via desumanizar)
7:45pm
"Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre."
— Woody Allen.
(via desumanizar)
7:43pm
"Se não vale nada, por que a gente paga pra ver?"
— Tati Bernadi
(via aluguefelicidade)
7:40pm
"Mania de jogar o cabelo pro lado. Mania de sorrir quando sente alguém olhando demais. Mania de coçar os olhos e olhar o visor do celular como se houvesse chegado alguma coisa e não viu. Mania de estudar escutando música e revirar os olhos sempre que escuta, ouve ou vê alguma bobagem. De sorrisos, de olhares, de vozes e cheiros. Mania de achar que nem tudo é aquilo que se vê. De imaginar situações com quem nunca viu e se arrepiar, sorrir, se desesperar por isso. Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem."
— Caio Fernando Abreu
(via estrelar-te)
7:40pm
"É que eu nasci com o pé na estrada, com a cabeça lá na lua."
— Engenheiros Do Hawaii.
(via estrelar-te)
7:39pm
"Admito que, pois, sou completamente estilhaçado. Sou uma peça em constante concerto. Um maluco desvairado em pouco juízo, quebrado em feição de aparente coração barato. E não, meu caro amigo, é caro até demais. Me custa tempo, paciência e a resistência pra concertar esse coração. E quando menos espero, lá me venho lamentando meu trabalho mal feito. Lá me venho chorando com os cacos cortantes desse coração fragmentado. Sinto-me esgotado de tanto pagar minha própria mão de obra, pagar pro meu auto-concerto vislumbrantemente escroto! E mesmo assim nunca sair da oficina. Sem hesitar, eu invisto emocionalmente na ignorância pra evitar que alguém quebre meu coração biruto que sempre transborda expectativa , por mais que o isole com pregos! Aparento ser forte, bruto, frio. Pois é, aparento apenas. Por trás dessa cortina de aço tem uma alma doentia que persegue cada paço meu,algo estonteantemente indescritível. Coxixo pra mim mesmo, baixo, baixinho e digo : Cuidado menino! Empilho sonhos demais, porém, agora eu reciclo realidade como um rotina monótoma e triste. Tudo com um simbólico desejo de partir dessa oficina, pra uma carnificina épica daqueles que sempre vem com navalha na ponta da língua, ou com um martelo na sola do pé esmagando toda minha esperança escorada no meu coração. Coração que outrora ainda está na oficina em concerto!"
— Pedro St.
(via estrelar-te)
7:39pm
"Uma criança cai e chora alto até a mãe escutar, mas quando cresce e leva uma rasteira da vida, começa a chorar escondida e bem baixinho no escuro do quarto, pra não precisar explicar uma dor que aparentemente não corta, mas machuca bem mais do que um joelho ralado."
— Deplorável.
(via c-a-n-t-o-s)
7:46pm
"Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre na tua dança de cigana."
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre na tua dança de cigana."
— Refrão de bolero.
(via unirversos)
